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Operação histórica da PF prende 40 pessoas em 4 países e apreende 200kg de cocaína

Publicado dia 24/11/2020 às 22h33min
Ação foi considerada a maior do ano no combate à lavagem de dinheiro do tráfico internacional de drogas; Operação Enterprise apreendeu R$ 400 milhões em bens do narcotráfico

A Polícia Federal divulgou nesta quarta-feira, 24, um balanço da Operação Enterprise, deflagrada nesta segunda-feira, 23, em Curitiba, no Paraná, em ação conjunta com a Receita Federal. De acordo com a PF, foram expedidas 215 ordens judiciais, sendo 66 mandados de prisão preventiva e 149 de busca e apreensão. Trinta e sete prisões aconteceram no Brasil, uma no Panamá, uma na Colômbia e uma na Espanha. Foram apreendidos, ainda, 200kg de cocaína, 61 veículos, cinco motocicletas, quatro caminhões e um jetski. A operação bloqueou, também, cerca de R$ 400 milhões em imóveis, carros de luxo, joias e aeronaves — 37 delas foram sequestradas, sendo uma, que se encontra na Europa, avaliada em cerca US$ 20 milhões. Além disso, foram apreendidas 16 armas de fogo, um simulacro e 507 munições; e R$ 1.141.002, US$ 169.352, nove mil euros e 1.120 Dirham (moeda dos Emirados Árabes Unidos).

 

Essa foi considerada a maior ação do ano no combate à lavagem de dinheiro do tráfico internacional de drogas. A operação também é considerada a maior da história na retenção de cocaína nos portos brasileiros. Participaram, ao todo, cerca de 670 policiais federais e mais 30 servidores da Receita. Segundo a PF, os criminosos utilizavam “laranjas” e empresas fictícias para operar o esquema de lavagem de bens e ativos multimilionários no Brasil e no exterior. De acordo com a polícia, como continuidade das ações de cooperação internacionais, foram expedidas “difusões vermelhas na Interpol para a prisão de oito investigados que estão no exterior, bem como a identificação e sequestro de bens em outros países”, também desdobramentos da Operação Enterprise, cujo nome faz alusão à dimensão da organização criminosa investigada, que atua como um grande empreendimento internacional na lavagem de dinheiro e exportação de cocaína, o que “trouxe alto grau de complexidade à investigação policial”.

Fonte: Jovem Pan